Amigos,
Outro dia acordei com saudades do pai, falecido há 3 anos. Até hoje tem dias que a saudade dele ainda me doi muito forte.
Nesse dia, a providência divina colocou o livro "Cartas entre Amigos" - Gabriel Chalita e Padre Fábio de Melo - em minhas mãos. Na 1ª carta, Gabriel Chalita diz que está triste, pois está com saudades de seu pai, também falecido. E aí ele escreveu algo que me tocou: "Ele não está aqui comigo. Está em mim, porque trago muito do que ele deixou. Mas não me abraça. Não sorri para mim. Não me diz coisas que cicatrizem as minhas feridas, Tenho saudade do meu pai."
Essa é uma verdade profunda e eu a vivo constantemente.
A partida do meu pai foi uma perda irreparável. Ele sempre foi uma pessoa ríspida, bruta, algumas vezes intransigente, marcada por uma vida dura, não sabia demonstrar muito seus sentimentos, não tenho muitas lembranças de seus abraços. Mas sua presença sempre foi muito marcante para mim. A certeza de que ele estava lá, ao alcance das mãos, me dava segurança. A experiência de orfantadade tem sido dolorosa. Perdi minha fortaleza.
Quando havia uma crise, era dele a palavra final. Mesmo quando cresci e tive que tomar as minhas decisões, nos momentos mais críticos ele estava ao meu lado e sua concordância me dava coragem para seguir em frente. E agora, cadê meu apoio? Como ter certeza de que tomei a decisão mais acertada?
Quanto a ele estar em mim, é uma certeza que chega a ser assustadora. Quantas vezes me pego em gestos que reconhecia serem dele. Outro dia me fotografaram no trabalho e a expressão na foto não é minha, é dele.
Minha fé me dá a certeza que ele cumpriu sua missão, que está na glória de Deus. Mas é impossível não sentir saudade.
Por enquanto, o que me resta é seguir vivendo, me inspirando em seu exemplo de honestidade, correção, dedicação ao trabalho e a família. Espero ter aprendido bem as lições e consiga cumprir com a minha missão. Com a Ajuda de Deus, com o Amor de Nossa Senhora e as Bençãos do meu pai.
domingo, 1 de novembro de 2009
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Meu querido Amigo!
ResponderExcluirAo ler sua postagem me remeti a saudade que sinto em alguns momentos de minha mãe, falecida há 12 anos.
Tenho certeza que a saudade não será mais tão doída daqui a pouco, mas será saudade, palavra que só pode ser interpretada pelo coração.
beijos enormes em seu coração saudoso, mas que deve ser confortado sempre por todos que amam vc do jeitinho que vc é...que aprendeu todos os pingos, todas as vírgulas, exclamações e todos os pontos finais com seu pai.